Moradora da zona leste sofre dificuldade para cuidar da mãe com Parkinson
Com uma mãe com dificuldade de mobilidade, Maria das Graças não pode contar com todos os serviços necessários.
Apesar de todos os serviços oferecidos, o Sistema Único de Saúde não consegue entregar um tratamento completo para Dona Erutides, que sofre de Parkinson há mais de 10 anos, e conta com os cuidados da filha.
O Sistema Único de Saúde conta com diversos serviços de saúde básica e saúde especializada, que busca garantir o acesso da população a cuidados e tratamentos médicos necessários. Apesar de todo trabalho realizado, ainda assim, algumas situações e dificuldades não podem ser completamente atendidas pela saúde pública, como é o caso de Erutides.
“A especialidade no SUS, ela me manda uma enfermeira pra me explicar como fazer fisioterapia na minha mãe, pra eu ir fazendo durante a semana em casa, mas eu não sou profissional pra ficar fazendo fisioterapia nela então dá medo de fazer algo de errado”.
O Parkinson é um distúrbio neurológico progressivo que afeta os movimentos, causando sintomas como tremores, rigidez muscular, lentidão nos movimentos e dificuldade de equilíbrio, ele ocorre devido à degeneração das células nervosas que produzem dopamina no cérebro. O distúrbio necessita de cuidado especializado e apoio, e para entregar o melhor para sua mãe, Maria das Graças abre mão de cuidar às vezes até de si mesma.
“É difícil pra mim porque eu tenho problema de saúde também, tenho hérnia de disco na cervical e na lombar. Estava procurando fazer tratamento, mas não deu muito certo por conta dos cuidados que eu tenho com a minha mãe. É difícil poder me cuidar então dou prioridade pra ela, pra cuidar dela e eu vou esperando”.
São 15 anos de tratamento, que consegue apoio do sistema de saúde pública com os medicamentos, que são retirados de maneira gratuita. A situação afeta a vida da família, pelo frequente risco de queda, e a dependência e cuidados necessários.
por João Victor Montoza
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A Central de Notícias da Rádio Caminho para a vida é uma iniciativa do Projeto “Literatura negra, da marginalidade ao reconhecimento”. Este projeto foi realizado com o apoio da 8ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo.
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